Primeiro acampamentoTeresoca acampou na praia da Fazenda nesse Revéillon.
Ali do lado do camping tem um riozinho, palco de suas artes e da corajosa decisão de andar em direção às ondas do mar. Ela que jamais tinha ido, sozinha, de frente para as ondas, perdeu esse medo.
Fez amizades com lindas menininhas, curtiu a onda de passear por entre as barracas de um camping organizado, limpo, silencioso, um ambiente familiar no meio de um Parque Nacional, ganhando seus quitutes e os sorrisos simpáticos de boas pessoas.
Teresa, como é sabido, é bastante sociável. Claro que sempre fará suas manhas, ainda mais quando estiver cansada. Mas é uma ótima fedelhinha.A tia Xica e o querido amigo Celsinho também estavam no acampamento e nos acompanharam nessa deliciosa viagem. Em Picinguaba, o casal do Canadá passava um fim de ano para matar as saudades do Brasil, junto com todos (as) os (as) amelinhas.
Empreitada foi andar toda a Fazenda, atravessar o riozão da ponta inversa à nossa e subir a trilha para Picinguaba.
Claro que resolvemos fazer isso só porque não havia como atravessar a praia novamente e voltar para o acampamento em pleno sol do meio-dia. Casca!
Estávamos descalços, com uma mochila (a boa e velha, que completa dez anos em junho), uma canga cobrindo nossa filhota, e a trilha que nos esperava.
Este Papai não quer se gabar, não, até porque foi difícil para a menininha, mas ela foi em meu colo a trilha toda. Que nem é muito extensa, mas é complicada. Aventura das boas.
(momento pós-espinho)

Chegamos lá e decidimos ir para a Brava da Almada, no carro do casal. Tetê dormiu no caminho de carro, toda linda. E com a canga fizemos uma rede para o Papai levá-la. Esta trilha é uma descida (na volta é que são elas), mas como o clima estava seco, o céu limpo, e a mata com o suor bem evaporado, não estava tão escorregadio como sempre está. O morro é íngreme, e a Princesa dormia.
Chegamos bem, na areia que estava pelando. Fomos pelo riozinho, na água fresca, em meio a algumas pedras. E Tetê, em algum movimento em falso das suas lindas perninhas, excede o espaço calculado pelo Pai para passar entre uma pedra e uma planta espinhosa. E na sola de seu lindo pézinho, dois espinhos a acordam num susto com berros. Que coisa... Mas depois tudo passou, e Tetê contemplou o mar lindo, a praia maravilhosa, o tempo perfeito. E se recompôs. E brincou com Caique.
Na noite de Revéillon ela ficou assustada com os fogos. Eram muitos, em Picinguaba, e estavam estourando perto. Foi barulhento demais para ela. Ela agarrou o Pai e não largou mais. Até dormir...
Pena que uma viagem dessas tende a terminar sempre antes do que devia...
Depois, ainda foi com a Vovó pra Peruíbe. Com a Mari e a Catarina. Teresoca merece.
Pérolas
Em uma das broncas que Mamãe é obrigada a dar na pequena, pudemos observar como a menininha está em plena evolução. Pelo menos na argumentação. A questão girava em torno do convencimento da pentelha de que ela não poderia fazer algo (Mamãe, me lembre o que foi)."Isso é coisa para gente grande, Teresa"
"Eu sô gândi. Sô a mamãe da Laís".
Laís é a amiga imaginária da figura...
Paulão, agora Vovô, pergunta para o Vovô Guilhermão: "O que você faz quando a Teresa faz manha para você?", "ela não faz", responde o experiente Vovô. "Eu não deixo".
Suspense de três segundos.
"Eu faço o que ela quer antes dela pensar em fazer manha".
5 comentários:
Uma praia só pra Teresa??? Ela deve ter adorado!
E deve ter voltado neguinha, neguinha.
Uma delícia.
muitas aventuras pra ela contar na escola nova e certamente guardar na memória pra sempre
e muitas mais virão
Filipe, você passou pelo meu blog há algum tempo e deixou um comentário falando do Flávio La Selva.
Achei muito interessante, pena não ter respondido prontamente.
Realmente, tudo mudou muito.
Abraços.
emersonsrpq@gmail.com
Ah, sim, vi em teu perfil que você trabalha com agricultura. Eu também, e sou criador (minúsculo) de Jersey. Escrevo a respeito, misutrado com outras coisas, no
www.umolharcronico.blogspot.com
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