domingo, maio 18, 2008

Murar

68: NON AU CAPITALISM

MatoGrosso véio
Há 250 milhões de anos, quando o sertão era um mar rasinho, caiu na divisa do Goiás com o véio MatoGrosso, ali no Araguainha, um meteoro de 4 km de diâmetro.
Estão a transformar um espaço grande em área de preservação.
E então o povo descrê de tudo isso.
"Foi só de uns cinco anos para cá que começou esta história de cratera e de pedra do céu. Eu não acredito", senhor de 82 anos.
"Tem dias em que penso que é verdade. Depois acho que não. O que eu já vi cair do céu foi gelo, em dia de chuva forte. Pedra mesmo, nunca.", diz senhora de 72 anos.

Editoriar
Criar imposto não precisa, sabemos como que de sopetão, apenas por reparar no funcionamento grotesco do maquinão enferrujado e inútil que é noça çoçiedade.
Bastaria rearranjar e direcionar os gastos com o erário arrecadado. Devolver-lhe portanto ao povo, em forma de reais investimentos, na çoçiedade como um todo.
Isso implicaria no "fechar torneira" para casinhas na Riviera, viagenzinhas com frixópe incluso, e uma série de coisas ainda menos decentes, e pior, ainda mais letais ao povo.
Um grande exemplo, e recente, é a dengue.
Descuido, omissão, negligência, embrulhados no descaso, na corrupção e na falta de caráter de todos os envolvidos, trazidos pelo exclusivismo e pelo permissivismo, levaram-na a assolar a cidade maravilhosa (de fato, e ainda, a mais linda do mundo).
Junte isso a casos mais que cotidianos de omissão hospitalar. Um crime governamental-çoçial que nos passa batido, tal qual o molequinho de cinco anos, descalço no frio do Caaguaçu, em plena Paulista, a grunhir por uma ajuda, largado.
E vão criar mais um imposto "pra saúde".
É o caminho?
ACORDA BRASIL

Daí uma reportagem por aí diz que, nos lugares de prostituição infantil onde o empaque atua, no Nordeste, a "atividade" está sendo "acentuada". A "culpa", segundo a "lójica", é a do fomento do "criçimento".
Ora, a "atividade" cresce na medida em que a demanda aumenta. Mas isso passa muito longe de ser uma questão econômica. É questão ética!

E cai a última que prestava
É péssimo para nós que ninguém sério de verdade consiga fazer alguma coisa nesse des-governo.

A ministra do meio-ambiente até que aguentou muito.
Mas o çapo não entende, ou não pretende jamais entender, o que é lealdade, e vai se desfazendo de toda a cumpanherada que o sustentou e que sobrou no matulão.
E, oras bolas, quem banca o çapo agora é a turma do blairo (isso é nome de gente?).
Claro está, porém, que o mal estar sobre a evangélica comunista e idealista de Chico Mendes, foi criado pela própria comandanta.
Tudo para desobstruir "ambientalmente", remover com o trator do progresso todo "entrave ambiental".
Tanto que buscaram o minco, que no fim aceitou ser arrastado. Mas dizendo, ainda assim, que não queria. Que aceitou mas não queria. Está lá como que por um favor ao seu amigo governador. "Não pedi (...) não queria (...) se der errado volto para o Rio". Se não güenta, pra quê veio?
Ele resolveu problemas de licenças ambientais no Rio, é "rápido" na arte de licenciar. "Mais rigor e menos burocracia", é seu lema. Mas, convenhamos, são coisas que não se ligam. É, por isso mesmo, sinal de golpe. Vão exterminar a Amazônia.
O editorial do principal periódico se questionou hoje, "afinal, de quem é a Amazônia".
É nossa?

A Amazônia é "um grande laboratório nacional" para o xarope dos Açuntos Estratégicos, segundo ele mesmo.

Retrato
Pobre paga mais imposto que rico, diz a pesquisa. Os extremamente pobres utilizam 44,5% da renda para pagar imposto no Brasil. Os pobres, 33%; os ricos, 23%.
Os ricos ganham 47 vezes o que o pobre ganha.
O pobre paga 16% no ICMS. Os ricos, que circulam 47 vezes mais "mercadorias e serviços", apenas 5,7%.
E a bovespa segue batendo recorde. E os bancos, tendo rentabilidade recorde.

Segundo a onu, o mundo tem 1 bilhão de favelados. Mas vemos que a realidade é bem pior.

Azeleissõins
A desculpa do covil para não fechar localmente alianças com os petelóides é a "ausência de contrapartidas". Gulosas raposinhas.

O chuchu disse que vai trocar a iluminação pública elétrica de Piratininga por vapor de sódio. É que a cidade está "escura e triste"...

O TSE não deve "permitir que nenhum bandido represente o povo", disse algum "responsável" . Pois é; vem falhando sistemática e cabalmente em sua missão.
Há décadas, por sinal.

Reparem. Há demo de média-laia na corja a sabotar a antiga aliança com a tucanocracia. O movimento que disparou a nova conduta tem início no caso da agripinidade à comandanta, e agora o tal vic-parense a confundir çapo com fh-se na çepeí.
Virão ainda mais indícios. Mas isso só já demonstra como os acordos debaixo do pano vem à tona logo quando o sub-produto começa a cheirar.
E darão o rearranjo nas microforças regionais.
Por exemplo, a vaca amarela, que pegou a disputa para depois ofertá-la ao nuncaçabe, ele em nome do covil, pois é ministra e para ela não interessam as migalhas e o queima-filme. O mesmo com babaluf.
O chuchu é que se encrencou, mas isso é bom; e quem permanecer na barca furadíssima, afunda junto. Basta ver o que fazem os pequeninos, que correm ao pré-eleito (mesmo ele tendo "apenas" 15%).
E pasmem; isso tudo renderá sobrevida às marvadezinhas. E, claro - para as figuras barbalhas.

FlorDoLácioSambódromoLusAméricaLatimEmPó
OQueQuerOQuePodeEssaLíngua
Portugal deu o passo definitivo para matar a própria linga ancestral.
Essa reforma ortográfica universal é um descalabro, ardil instrumentalização para pôr fim às diferenças culturais, numa pasteurização linguística, portanto intelectual, burra e sem precedentes.
Lusófonos, a flor do lácio está a se comprometer.