A falta de tempo não permite que possamos refletir com calma acerca de temas, como os que seguem.
VÔO 1907
A coisa que vem instigando, não pela tragédia em si, que por mais drástica que seja, ocupa espaço sensacionalístico além da conta, mas pela expressão da baixa-alma humana, é o acidente do Boeing com o legacy. Ora, os pilotos estavam brincando, e há evidências concretas para imaginarmos o que estavam fazendo, pois haviam desligado o transponder. A torre ficou sem os dados que este equipamento envia, e que é necessário para o bom funcionamento das rotas aéreas – inclusive por se tratar de uma rota comercial, ou seja, utilizada por civis, como você, eu, a Tetê. Os pilotos negam.
Como diz Cony, hoje, existe o “tijolo de segurança”, um quadrado de segurança, hipotético e abstrato (para cabeças que sabem abstrair, pois supõe que exista o mundo lá fora), em que cada aeronave se movimenta, sempre em contato com uma torre porque pode haver abalroamento, como houve.
Mas há esses tijolos entre os seres humanos, também. E este tal jornalista afirmar categoricamente que a segurança é falha, que “demos tomar cuidado com a lei aqui neste país”, está fazendo uma calhordice sem tamanho. Esse calhorda tem que carregar todo o peso dessa palavra. Pelo seguinte, caro leitor; é uma mentira de um grandissíssimo canalha que a Aeronáutica tenha falhado apesar de, vira-lata, estar escondendo o fato de os pilotos estarem brincando e terem desligado o transponder. A torre monitorou o vôo do legacy até certo ponto, depois não mais. E este jornalista vem achincalhar o nosso já (por nós mesmos) tão achincalhado país, dizendo, para a autoridade de um NYT, que aqui falhamos mesmo, e jogamos a culpa em algum bode expiatório, no caso os pilotos. Que desligaram o equipamento e estavam brincando; e mataram cento e cinqüenta pessoas. Por não saberem o que é “tijolo de segurança”.
Se fosse o contrário, brasileiros brincando, desligando o transponder na rota comercial da Delta, AA, e os falcões tivessem sido acionados, se não estivessem carbonizados, hoje, os supostos pilotos brasileiros estariam em Guantánamo, respondendo as pancadas com “sim senhor” e fichados como terroristas. Esse é o mundo; existem tijolos e tijolos...
“79% das chefes de família
ganham menos de R$ 1050”
O outro assunto são as mulheres, trabalhadoras, chefes da família, profissionais, donas de casa, do próprio nariz e do futuro das crianças do século vinte e um neste inferno chamado Brasil. Elas vivem mal; ganham mal; são submetidas à humilhação para estarem empregadas e sustentarem a família. Ganham muito menos de três salários quando muito. E a maioria das mulheres nesta condição está aqui, nesta desumana de tão humana megaultralópole, Piratininga, sonhada por Anchieta. E este número vem crescendo. Em 2002 eram pouco mais de 7,5 milhões. Hoje ultrapassam NOVE milhões de mulheres, empregas em subcondições de vida. Guerreiras. As responsáveis sozinhas pelo sustento geral da família têm em geral bem menos de oito anos de estudo, e somam mais de dois milhões e meio de Guerreiras Generalas. Elas não são vistas por nenhuma política que esteja sendo discutida na “casa do povo” ou do senado, e também não estão em nenhum programa de governo de candidato nenhum a cargo algum. Elas não aparecem nas estatísticas mercadológicas nem recebem newsletter do mastercardvisa.
Elas só importam à mídia numa quinta-feira, que é dia que as pessoas lêem jornal, e em véspera de segundo turno, pois os editores dos jornais precisam provar que o seu jornal é mais cidadão que o jornal do outro editor e mais cidadão ainda que os próprios políticos. E no fim todos dizem a mesma coisa, fazem o mesmo infográfico, e são tão cidadãos e mentem tanto, para si e para os outros, quanto os políticos a quem querem, no fim da hipocrisia do discurso liberalóide, submeter. Por isso, então, os políticos tendem a desprezá-lá, a mídia, a ponto de também querer, e às vezes conseguir, submetê-la.
Mas, opa! Até nós aqui nos esquecemos do ‘sujeito’ desta reflexão. Serão os nossos ‘tijolos de segurança’ inconscientemente agindo? Sentimos, sim, muita culpa inconsciente pela situação dessas mulheres, porque as vemos como mães abstratas, e mãe é sagrada. E esse assunto é espinhoso demais para um postulante a leitor de filosofias...
Catifunda
Estive conversando com guru celeste, e concordamos em um ponto; o chuchu pode não estar mesmo fazendo papel de bobo por ter pedido o apoio da corja-clube do bolinha. E ainda acho que a catifunda se deu mal, pois a corja é muito espertinha, são raposinhas. Cabral ganhará não só pelos apoios (todo mundo, em tese, agora apóia ele), mas por catifunda ter feito papelão, sem medir palavras e conseqüências, o que pegou mal. O apoio dela renderia apenas reforço à imagem de raposinha boazinha do chuchu, nada mais. Ele já não se preocupa mais com isso. Um mês o separa de desbancar o vampiro e deixar para o passado a mediocridade política, ao sentar-se com a faixa na cadeira central da mesa nas reuniões ministeriais. A daslu está a um mês de chegar pomposa ao Planalto, e aparelhar o estado da mesma forma que o çapo e o pardinho fazem.
A catifunda, se tivesse ficado quieta, e os desacreditados e corruptos maia não tivessem esperniado como garotinhas mimadas, deixariam o apoio do bolinha na sombra dos fatos, atrás até da vaca amarela xingando tucanóide a torto e a direito. Mas não. Essa gente é dada a fazer cumprir a ‘Fortuna’. A çorte virou contra o feitiçeiro, e foi para alguém que tem tudo, vontade de poder, ganância, luxuria, alma encardida; só não tem projeto para os brasileiros. Assim como o çapo. O problema é que o chuchu serve ao clube das oligarquias, o “sindicato” das elitezinhas golpistas, e é o próprio golpe deste clubinho.
O çapo, é bom frisar, serve ao clube dos sindicalistas, çangueçugas e mensaleiros. São a mesma laia de seres humanos, escória ladra, só que com menos terra e dinheiro.
quinta-feira, outubro 05, 2006
Murar
O çapo agora quer coaxar
Depois de liberar a verba (1,5 bilhões) para oito ministérios, para quitação de dívidas e um pouquinho para ser investido em qualquer coisa que lhe renda votos, o çapo se diz pronto e cheio de vontade de discutir corrupção e ética (pra ele as duas coisas são iguais). E quanto ao caso do doçiê, o guarda-costas fraud foi inocentado pela PF e o çapo quer esforço extra e brutal de todos para descola-lo disso, que suja a lama em que ele vive. Já o lamerda teve o sigilo quebrado e enfrenta o seu calvário sozinho, por enquanto. O bigode deve ter cavado um buraco e se enfiado ali. Outros setenta tiveram o sigilo quebrado.
A novidade agora é que a vaca amarela está toda pavoneada, pois readquiriu prestígio e poder. Assumiu o controle da campanha e já saiu atacando a tucanocracia (um fôlego para o çapo que já estava se afogando em uísque, inchado e com a cara bem vermelha). E em palanque cheio de mensaleiros, a vaca amarela chamou o chuchu pro debate, para discutir programa, corrupção, ética, e o que mais ele quiser.
No petê paulista apenas Frateschi, que perdeu a oportunidade de calar a boca, defende os ‘aloprados’ do çapo e o berzoini. Todo o resto petelóide quer o fim para berzoini, que deve sair mesmo e sofrer uma amargura política, ainda que não tão justamente, como outros deviam sofrer.
A vaca amarela quer usar o Cardozo para conversa de apoio com Plínio de Arruda Sampaio. Aqui não dá nada, dona vaca.
O prefeito do Rio e a catifunda, que declarou voto nulo para prizidente, abandonaram o chuchu definitivamente. O chuchu admitiu para a corja pefelenta que errou ao aceitar tão rapidamente posar para foto com o clã imundo. Tentou, tarde demais, conter o estrago. Alguntos pefelentos e pepessistas tentaram agir para reverter a situação, que ainda não está totalmente sem controle, apesar de toda a dificuldade criada ali no Rio. O çapo celebrou a perda de apoio no Rio desse rivalzinho. Jarbas criticou o apoio do bolinha, que foi minimizado pelo chuchu. Claro que o único que pensou em uma resposta mais elaborada, o çuvaco, ficou escondido. Disse para perguntarem ao çapo se ele recusa o voto de cocollor...
Para completar a lambança, o chuchu recebeu dois governadores envolvidos em corrupção. Sujo, o chuchu quer se sujar.
A catifunda, abandonando a aliançinha, fez o jogo das raposinhas. Tadinha. Sem querer é vitima e algoz de si mesma. O freire, presidente do partido dela, criticou a tão ferrenha e irreversível posição catifundesca.
Jefferson Péres pediu a cassação do ney çangueçuga. Será que vira?
O TSE, pra variar, criou polêmica. Fez lambança nas contas para estabelecer os partidos que superaram a cláusula de barreira e acabou colocando partidinhos mensaleiros entre os que superaram, o que é falso, uma vez que só contaram nove estados, e temos mais dezessete além destes. E divulgou no site, mesmo errado, o têéçeé. Marquinho veio dizer que pode ser inócuo o esforço de partidos tentarem escapar da cláusula através de fusões, pois as fusões não terão efeito imediato. Picareta e golpista, esse ministrinho.
A ABIN está investigando até o cachorrinho do delegado bruno. Desse mato ainda sai bicho peludo e espinhoso.
Exposição
A rabeca do ilustríssimo Mestre Salustiano (Salu na rabeca é bom / igual a doce de caju) estará em exposição no SESC Pompéia até o dia 22/10.
Depois de liberar a verba (1,5 bilhões) para oito ministérios, para quitação de dívidas e um pouquinho para ser investido em qualquer coisa que lhe renda votos, o çapo se diz pronto e cheio de vontade de discutir corrupção e ética (pra ele as duas coisas são iguais). E quanto ao caso do doçiê, o guarda-costas fraud foi inocentado pela PF e o çapo quer esforço extra e brutal de todos para descola-lo disso, que suja a lama em que ele vive. Já o lamerda teve o sigilo quebrado e enfrenta o seu calvário sozinho, por enquanto. O bigode deve ter cavado um buraco e se enfiado ali. Outros setenta tiveram o sigilo quebrado.
A novidade agora é que a vaca amarela está toda pavoneada, pois readquiriu prestígio e poder. Assumiu o controle da campanha e já saiu atacando a tucanocracia (um fôlego para o çapo que já estava se afogando em uísque, inchado e com a cara bem vermelha). E em palanque cheio de mensaleiros, a vaca amarela chamou o chuchu pro debate, para discutir programa, corrupção, ética, e o que mais ele quiser.
No petê paulista apenas Frateschi, que perdeu a oportunidade de calar a boca, defende os ‘aloprados’ do çapo e o berzoini. Todo o resto petelóide quer o fim para berzoini, que deve sair mesmo e sofrer uma amargura política, ainda que não tão justamente, como outros deviam sofrer.
A vaca amarela quer usar o Cardozo para conversa de apoio com Plínio de Arruda Sampaio. Aqui não dá nada, dona vaca.
O prefeito do Rio e a catifunda, que declarou voto nulo para prizidente, abandonaram o chuchu definitivamente. O chuchu admitiu para a corja pefelenta que errou ao aceitar tão rapidamente posar para foto com o clã imundo. Tentou, tarde demais, conter o estrago. Alguntos pefelentos e pepessistas tentaram agir para reverter a situação, que ainda não está totalmente sem controle, apesar de toda a dificuldade criada ali no Rio. O çapo celebrou a perda de apoio no Rio desse rivalzinho. Jarbas criticou o apoio do bolinha, que foi minimizado pelo chuchu. Claro que o único que pensou em uma resposta mais elaborada, o çuvaco, ficou escondido. Disse para perguntarem ao çapo se ele recusa o voto de cocollor...
Para completar a lambança, o chuchu recebeu dois governadores envolvidos em corrupção. Sujo, o chuchu quer se sujar.
A catifunda, abandonando a aliançinha, fez o jogo das raposinhas. Tadinha. Sem querer é vitima e algoz de si mesma. O freire, presidente do partido dela, criticou a tão ferrenha e irreversível posição catifundesca.
Jefferson Péres pediu a cassação do ney çangueçuga. Será que vira?
O TSE, pra variar, criou polêmica. Fez lambança nas contas para estabelecer os partidos que superaram a cláusula de barreira e acabou colocando partidinhos mensaleiros entre os que superaram, o que é falso, uma vez que só contaram nove estados, e temos mais dezessete além destes. E divulgou no site, mesmo errado, o têéçeé. Marquinho veio dizer que pode ser inócuo o esforço de partidos tentarem escapar da cláusula através de fusões, pois as fusões não terão efeito imediato. Picareta e golpista, esse ministrinho.
A ABIN está investigando até o cachorrinho do delegado bruno. Desse mato ainda sai bicho peludo e espinhoso.
Exposição
A rabeca do ilustríssimo Mestre Salustiano (Salu na rabeca é bom / igual a doce de caju) estará em exposição no SESC Pompéia até o dia 22/10.
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