sexta-feira, outubro 13, 2006

Teresa Social Club

SORRIAM, meus amores! Eu estou chegando!!!

Murar

Depois de Cristo e Tiradentes,
o çapo agora é Gandhi...
Ele cunhou a política da não violência. Ofendiam ele e ele não perdia a postura. Ele se mantinha tranqüilo porque tinha um objetivo: a liberdade da Índia”, e disse que os tucanóides estão nervosos. Eles se merecem. Um pior que o outro e vice versa. O chuchu chegou quase a chorar, naquela fala tecnocrata, pausada, lenta, maçante, dizendo que o que estão dizendo é mentira, para o povo não cair nessa idéia de que ele é privatista e tal.
Mas ele é! Gente que mente e nega a própria substância, como esses dois presidenciáveis, é gente execrável. Aliás, de pacifista o çapo não tem nada, assim como não tem nada de nada, é só um saco cheio de bosta. O chuchu é só um saco vazio, cuja carcaça não pára em pé... A escolha é essa, portanto, no dia 29: Saco vazio ou saco de bosta. Obscuro...

Os petelóides são baixo-nível, encardidos e não vêem um palmo na frente do nariz. O que colocaram no site, falando um monte de besteira a respeito do chuchu (que se afunda sozinho, pois saco vazio nem bóia) é o fim da picada. Tinha que vir a Sociedade toda e processar esse ex-partido. O çapo quando fala de seus aloprados, fala com conhecimento de causa...

O Freire já falou que blairo (isso é nome de gente?) está fora do pepêésse.

Todas as pesquisas dão o çapo como franco-favorito. Até que algum aloprado invente um doçiê...

Professor Chico de Oliveira, respondendo às amarras desse partido que se inventou e já começa a se desinventar: "Esperarei a posição do PSOL, mas devo dizer que não estou de acordo com a senadora e não temo punições. Isso não é coisa de uma liderança como ela que se projetou exatamente devido ao tratamento autoritário que o PT deu". Queres apoiar o çapo?
Deixe que o faça livremente, dona Loló. Faças assim e perderás a alcunha de "comandante"...

Puliçiaes
Babaluf voltou a essas páginas. Foi acusado por improbidade (dez anos de atraso), mas em dois meses e pouco ele já é parlamentar e terá foro privilegiado. Ê povo burro...

...E feriado é assim, pouco pra dizer e muito pra curtir.
Nesse fim de semana pretendo estar em Peruba com os meus amores, por isso serão dois dias sem atualização nesse blog. Mas tudo bem, afinal foram quase dois meses ininterruptamente diários de palhaçadas...

Mosqueteiro

Não se trata de futebol, ou qualquer outro esporte. É Alma, uma lição cívica, manifestação palpável de aspiração popular pela emancipação. É Corinthians.

"O senhor é seu Cláudio?", um garoto, adolescente, pergunta, na rua, a Cláudio Cristóvão do Pinho, a Alma Gloriosa em campo, um Corinthians Encarnado, um retorno a Neco. Ele já havia parado há alguns anos.
"Sou", respondeu aquele que honrou o Manto Glorioso e Sagrado do povo por mais de treze anos, como jogador.
"O senhor ouviu o programa do Fiori Giglioti na Bandeirantes, o 'Cantinho da Saudade', no domingo? O programa contou a sua história'. O menino era um grande Corinthiano e não sabia, ainda. Cláudio respondeu que não havia ouvido o programa, infelizmente, mas passou a conversar com o menino.
"Foi legal, seu Cláudio". Fez uma pausa. Depois perguntou: "O senhor é Corinthiano?"
"Vou responder sua pergunta com outra pergunta; você é Corinthiano?"
O garoto riu: "Claro, né!"
"Pois então eu sou Corinthiano, por sua causa."
"Não entendi..."
E então Cláudio explicou que tudo o que tinha na vida, tudo o que havia conseguido, tudo o que lhe fazia sentir orgulho (tendo parado há anos de jogar bola) de alguém ainda lhe procurar para que falasse do tempo em que era o Gerente das Tabelinhas naquele que foi o Timão em sua época, ele devia à Torcida do Corinthians.

E que torcida!

Os outros clubes são fundados e depois conquistam sua torcida. O Corinthians é a torcida que inventou uma devoção particular e a transformou num clube.
Mesmo sem nome, já era uma torcida. Tinha feito um pacto, gerado uma simbiose, armado uma união. Daí vem a energia, a base, a seiva que explica a sobrevivência do Corinthians, mesmo quando tudo e todos parecem conspirar contra sua existência.
Cabe ao jogador entender esse aspecto do fenômeno; é necessário mergulhar na crença de que o povo é também o time. A História Gloriosa desde César Nunes, transforma em ídolo nem sempre os que jogam melhor, mas sim os que se jogam por inteiro na defesa do clube. César nunca foi craque, e é até pouco citado quando de fala do Corinthians dos primeiros tempos. Mas a influência de César na Mística Corinthiana, com a disponibilidade total com que se entregou ao então pequenino clube, é quase insuperável (se não fosse o seu irmão caçula, o Manoel...). Dizem que Idário, grandioso beque, em dia de semana era pedreiro, erguia parede, carregava tijolo, respaldava alicerces. No domingo Idário desconhecia cansaço. Entendia a torcida, como poucos. Ao lado de Goiano, Roberto, Julião, Aleixo, ele se tornava mais que um jogador Corinthiano. Ele se tornava um Fiel Corinthiano.
É a esses que a Fiel se afeiçoa, é com esses que se integra e se faz um único agente da História. O Corinthians sem Fiel é navio sem leme, sem mastro, à deriva; avião sem turbina, uma ponte cortada ao meio; não faria qualquer sentido. Simplesmente não é, ou não seria.

Na Cidade Corinthians, caminhando para a direita, depois da Ágora, há um obelisco, sem nada de ostentação. É um pedaço de pedra com quatro faces, homenagem erguida em 1952 (pois é, senhor Cláudio) ao Torcedor Corinthiano. Não está por acaso, preenchendo lacunas, mas por obrigação da consciência de quem sabe o que é Corinthians, quem o fez, quem o sustenta, quem não o deixa esmorecer na escuridão e quem com ele brilha na Glória.
"Torcida que vibra, entusiasma, sofre, aplaude e delira. Torcida exemplo, sempre coesa e uma, nas horas claras e nos momentos crepusculares. Torcida razão primordial de todas as vitórias".
Bem poderiam ser apenas palavras gravadas em momento de oportunidade. Mas no Parque São Jorge não se gravam à toa palavras na pedra. O humilde obelisco está naquele lugar plantado entre árvores e flores para sussurrar aos ouvidos dos que estão chegando agora, dos Corinthianos que não ouviram o som da galera na Ponte Grande, no Lenheiro e mesmo nesse Parque São Jorge quando era apenas metade água e metade terra, enfim, para dizer aos ouvidos dos Corinthianos mais recentes que a torcida do Corinthians é, ela mesma, o próprio monumento.

"Minha Alma também é preta e branca. Sou toda Corinthians, por dentro e por fora"
Elisa, Símbolo inigualável do Corinthianismo.