O çapo emprestou aviãozinho para a companhia aérea, só para poder dizer que a culpa não é dele
A tal da culpaO çapo se mostra um ser perdido. Agora quer que o povo “xingue a quem de direito”, neste imbróglio que se fez com relação ao espaço aéreo, controladores e companhias aéreas. Quem é culpado, perguntou o perdido. A companhia? Sim, tem parcela enorme de culpa, estelionatários que são. Os controladores (que são a ponta frágil a estourar na corda e terão seus empregos privatizados em breve) podem até ter culpa. Mas em uma empresa e em um estado sério, encabeçados que são, há um só culpado, que é o chefe, o presidente.
O çapo, perdido, é quem tem a culpa.
Antes de qualquer coisa: o tarço decolou sem permissão do cindacta-2.
Estúpido azar
A jogada do çapo foi primária. Para ocultar sua relação com o doçiê (ou seja, grana da estratosfera financista com a qual se relacionam todos os cofres milionários do mundo – e é esse o cúmulo do liberalismo e essa grana não respeita governo – aqui se transforma em çuvaco-çapismo inconseqüente e ignorante) foi preciso livrar o berzoini. Ele não aparece mais no relatório da puliça federal. Mas o bigode sim, e é ele quem vai cais nesse desfecho da história. Foi “caixa 2” dele. E pronto, está explicado o doçiê, e está pago. O bigode não é mais, oficial e civilmente, virgem. Mas o çapo ainda é.
Só que o çapo, que nesta semana ainda alvejou um dos mais leais cumpanheros, o aldinho, que aos poucos vê ao seu lado apenas aqueles que sobram – a parte covilesca do petê e o próprio covil, este mais próximo que os primeiros.
É primária porque assassina a sua sucessão. A intenção é essa mesma, justamente. Com isso ele volta em 2014 – e só assim poderia. O sucessor dele não existirá, caudilho quer reinar só. Cedeu-se à concertação.
Mas eis por que causa é primária. Há o movimento dos governadores que irá determinar o sucessor para 2010. Aqui o çapo só pode pedir favor – e pedindo, sem aliados, todo político é mero serviçal, um paradoxo crucial.
O çapo ‘se morre’.
É até perigoso para o bigode ter manchetes associadas a uma fala de cunho “positivo” do çapo. Sinal de alerta.
O certo é ser errado: Brasil
O gari que devolveu doze mil que achou está em depressão. Todo mundo o chama de burro e diz que merece apanhar na vida pela
BURRADA que fez. Ele foi honesto.
Isso demonstra o que é o caráter médio do brasileiro – que pode ser pior, se conseguir, ou um pouco menos ruim se aceitar ser trouxa.
Seria a primeira viagem de avião na vida de Hamilton. Mas a empresa vendeu mais passagem que podia, o governo ao invés de investir o que estava previsto favoreceu seus fisiologistas corruptos, todos ao redor estão imersos nessa mesma panacéia e a aceitam fingindo se indignar e se submetem, todos, a esse caráter médio que deprimiu Tião, o gari.
“Brasil nunca mais” disse a turista alemã que não conseguiu chegar a Foz do Iguaçu.
Mas o Brasil não entra em crise de identidade, pois não comete a burrada de ser honesto, nem mesmo consigo mesmo. E por isso mesmo é um burro completo, um completo estúpido que acaba por se acabar.
Esse país nunca foi um país. Será um dia?
Fim de festaEm clima desolador de fim de festa, matéria no jornal deste domingo de natal acusa o esquecimento dessa legislatura medonha – a pior da história do mundo – quanto as propostas contra a corrupção generalizada de uma CPI fadada a não-ser.
E naquela seçãozinha “outro lado” um açeçor do aldinho, prizidente da casa (toda preenchida pela luz vermelha), diz que “não há intenção política” de atrasar nenhum projeto...
Nossa.
Se fosse um jogo de futebol – como queria quie fosse o çapo, apesar de ser um perna-de-pau – essa dita representaria uma canelada no cumpanhero de equipe, num lance de bola alta na própria área. A bola sobraria mansa para o centroavante adversário arrematar para o gol. Mas eis que o centroavante também daria uma canelada, que iria parar na praça Charles Miller...
(saudade de futebol)
FogamigoMaravilhoso foi o tiro no pe do vampiro. Na capa da trolha de sábado, três linhazinhas minúsculas dizendo que o vampiro pediu, e a açembléia resignou, para que fosse elevado o salário dos secretários estaduais em 89%.
Na seção de cartas, uma do açeçor (e cá está o tiro) reclamando que monicabergamo noticiou, sem fundamentação, que o çalário do vampiro ia ser elevado em 83%. A resposta dela foi que estava, sim, sendo apreciada tal matéria na açembléia.
É a magia do editor que quer sacanear alguém sem esforço.
Mas o vampiro sabe que sem-vergonhice não ganha eleição nem depois de quatro anos, tanto é que assinou o compromisso com o mesmo editor e depois descumpriu...
Perdido no brejo
A maior prova de que o çapo está perdido, mal assessorado, inócuo, imbecilizado, tristemente se usando para produzir apenas merda, é que no governo dele será sancionada e iniciada a usina hidrelétrica do Rio Madeira. Será uma cagada (é só isso que o çapo se acostumou a fazer) de proporções irreversíveis para o mundo em médio prazo e para o Brasil em curtíssimo prazo.
Vale ressaltar inicialmente que por ser, no geral, uma bacia, esta parte do mundo que se denominou Amazônia, possui um falso potencial hidrelétrico. O volume de água que se é capaz de represar é ínfimo devido às planícies. Sim, há regiões de serra, mas em uma Amazônia “plana” (os técnicos que nos desculpem) não é na serra que está a água que se quer represar.
Fora isso cada rio na Amazônia possui uma “função” que os ecólogos e biólogos, por falta numérica de pessoas e cabeças e de vergonha na cara (a fapesp não banca e a CIA não permite) não conseguirão desvendar, até que esteja em curso a grande cagada.
E chegamos à usina em questão, que impedirá nada mais nada menos que a evolução das espécies “específicas” daquele rio, para sempre – ou seja, para nunca mais.
Porcaria
É absurdo dizer que o “crescimento favorece os pobres” desde 2001. o crescimento está, sim, endividando trabalhador. O absurdo vira normalidade e vice-versa.
"Feliz Natal"