segunda-feira, outubro 30, 2006

Teresa Social Club

Tetê Maravilha

Murar

O çapo é reeleito e o chuchu tomou onde rima
“andar de baixo vence o de cima”

Vitorioso nas urnas, o çapo promete agora uma reforma política e a preocupação com o crescimento (ah, agora ele está preocupado com isso. Aliás, crescimento de quem?...). Agora fala em amansar o governo e a oposição, fala com tom conciliador e diz que vai chamar governadores para discutir. O garcia, prizidente petelóide, já fala em novo relacionamento com a oposição. A dúvida é se não irá piorar, haja visto que existem pendentes vários escândalos.
O tarço, dando conta da “vontade” que há no “novo” governo de promover crescimento, saiu arrotando que o fim da era palocci acabou. Caro leitor, não caia nessa...

Frases çapóides
“Não temos o direito moral, ético e político de cometer erros daqui pra frente”
Ah, tá, como se tivesse tido tal direito quando a “esperança” havia vencido o “medo”... Arrisco dizer que presidente ou governante nenhum no mundo tem direito de errar.

“Podem ter certeza que jamais abdicarei do lado que eu sou”
Que lado ele é, senão o lado dele mesmo? O çapo morre sempre pela língua grande. Aqui está a prova inequívoca de que esse cara só se vê em tudo o que não é ele. A soberba e a burrice andam juntas nesse pensamentóide çapóide.

Frase que presta...
“O teste do progresso não está no aumento da abundância daqueles que tem muito, mas em prover o suficiente para quem tem muito pouco”.
Franklin Roosevelt

O papelão do chuchú
O çapo teve votação recorde de mais de 58 milhões de votos, ao passo que o chuchulento, sendo um banana podre, conseguiu, com o carisma de preservativo usado, perder mais de dois milhões de votos em menos de um mês. Parabéns, tucanocrata infame que jamais deveria ter se aventurado a sair candidato. A sua derrota foi mais que emblemática: ajudou a abrir o caminho para o fim da pefelentada!! Ao menos para alguma coisa você presta.

Após esse desgaste todo dessas eleições malfadadas para esse tipo nojento de corja elitista desse país de mazelas, a pefelentada e a tucanocracia tentam rever a aliança, que caminha a passos largos em direção ao abismo. Que bom.
O vampiro e dom aecinho, a mídia no achismo diz, ensaiam “aliança”. Desse ringue sai sangue e voam dentes...

A melhor notícia dessas eleições foi a derrota das oligarquias nefastas. No nordeste, por exemplo, a maioria dos governadores, ao contrário de outras épocas, são de partidos de “esquerda” (se podemos assim denominar). O povo aprendeu a desprezar e demover as oligarquias hereditárias por ali.

O çapo quererá repetir a dobradinha aldinho-encalheiros. Ao menos é o que ambos esperam...

O morto çuvaco agora se agarra ao morto vivo vampiro para tentar seguir adiante com sua carcaça fedorenta e podre.

Marta será ministra das cidades.

O que faz o zieg prôféçor unger da mangabeira atrás do çapo no discurço de vitórea?

O dilubio e o humcerto bosta responderão processos por diversas acusações fundadas. Mas apenas estarão pagando para o çapo permanecer (e serão muito bem pagos para isso). Até quando essa lambança permanecerá? Por quanto tempo permitiremos ó Brasil?

O padeiro mentiroso é a prova que faltava para todo mundo saber que o chuchu é sujão.

A justiça afirmou que edmilço brunho, aquele vazou as fotos, agiu por interesse público (de um certo grupo particular).

O prizidente da CPI do çangueçuga, biscataia, tem andando muito com o duende da justiça.

Marquinho de mélou, do teéçeé, afirmou ser factível a cassação. Começou.

AVISO AO LEITOR: Por não haver assunto que não a expectativa da eleição durante o fim de semana, este Jornar acabou deixando para vir a público apenas com os resultados consolidados.
Boa leitura.

Editoriar

O povo brasileiro é pródigo em eleger ladrões. Só fez isso, a vida inteira. Politicamente é um vício, uma doença, que afeta a moral. Nossa moral é alcoólatra de sacanagem.
Ocorre que desta vez o pilantra que é eleito é dos piores, não pelo tamanho do crime como dizem alguns, que foi passado a “conhecimento” popular mediante sabotagem daqueles que se consideram da patotinha que comanda esse país. A cara do çapo ainda não foi apresentada, e agora ele centralizou o poder executivo ainda mais, mas tem uma secretária-comandante que irá dar o que falar. A ela foi incumbida a missão de proteger esse zumbi que, apesar de ter cor ao vivo, é opaco nos corredores do Planalto.
É evidente que ganha por conta da qualidade daquele as elitezinhas puseram no embate eleitoral. Essa gente tem um terrível mau-gosto, para ser e para agir. O vício político da sacanagem, para esse tipo de canaille, é análogo ao vício do usuário pesado de crack; a aparência de um doente terminal viciado pela pedra é a aparência da alma dessas elitezinhas.
O povo, em quinhentos anos, ao menos aprendeu a ter ojeriza a esse tipo canalha de ser. E como só aparecem ladrões (é só o que parece que tem), continua a preferir os ladrões e jamais evoluirá e essa será sempre a sua especialidade (por que é só essa a saída aparente).

Duas tempestades ou permanecer ancorado

O taço sairá prematuramente da presidência da tucanocracia e o chuchu, que perdeu feio, será o indicado para a sucessão, coisa que o vampiro não ousa cogitar.
O que quer com isso noço indigniçimo taço?
Ora, apenas alavancar a cisão que já está feita. O chuchu só tem dom aecinho como apoio, que já imagina como se livrar dessa mala sem alça, esse peso morto no seu veleiro classe laser com vento em popa.
Sinaliza, o taço, ao vampiro; sugere-lhe que se retire. Ele mesmo iria junto, com goldman e vários outros. Dom aecinho tem três alternativas; duas tempestades no horizonte, nas direções que deve seguir para chegar onde quer ou ficar parado pelas âncoras no fundo do mar impedindo seu avanço e desenvolvimento. Pode se juntar ao grupo do vampiro e fundar o novo partido, finalmente, mas isso seria centro-esquerda demais para ele.
O destino coloca desafios apenas aos capazes (Deus dá o frio conforme o cobertor, nos diria o Fiel Adoniran, o Rubinato). Dom aecinho deve guardar forças para além de 2010; na verdade se eleger como senador mais votado da história de qualquer país do mundo, aguardando 2014 ou 2018, para então se eleger presidente sob a mesmíssima pompa, senão maior ainda. Faria assim o curso superior no Legislativo, teria ampla experiência nos dois lados da política (faltaria a ele a experiência no judiciário, mas nada que lhe fizesse falta) e poderia ser um marco na história do Brasil, um dom aecinho com maiúsculas, e de repente criar até um partido próprio.
Mas isso são apenas elucubrações. O desafio que se lhe apresenta é deveras mais complicado. Sua base ainda está ligada demais à gente daslu, ao lado desse chuchulóide derrotadíssimo, apesar de ter contato com todos os setores da sociedade de forma produtiva, é hora de darmos um salto de percepção, dom aecinho, se livrar dessas âncoras. Ficar com o chuchulento, como presidente da sigla, num partidinho que poderá até fazer fusão com a pefelentada toda, tornando a extrema direita tupiniquimum pouco mais forte, numa cova única para os zumbis. Não é essa a escolha de dom aecinho, podemos ter certeza.
Não pense na presidência, pelo menos por enquanto – ainda terá o vampiro pela frente, ele que foi preterido dessa vez. Deixe-o tentar (contra çiro, marta, quem mais?), vire o senador e base do legislativo para ele, faça-o comer em sua mão. E contribua para o Brasil ser um país de verdade, vá plantando suas semente para depois colher os seus próprios frutos quando lá estiver.
Hoje a percepção que temos de ter é que nada poderá ser tão nocivo para nós do que o que já tem acontecido ao longo da história de decepções que foi este país.
O governo vampiro poderá até ser um laboratório de como se aprofundar mazelas, mas não será comparado ao do çapo, que se deixou levar por setores ainda mais funestos e perigosos nesta reeleição que no primeiro mandato. Certo é que a política brasileira está se redesenhando (a figura formada provavelmente será muito semelhante – não se iluda). A letargia imposta a grupos como o do ex-gordo, da marvadezinhas, para citar os anteriormente aliados ao çapo e agora vencidos.
As duas tempestades no caminho de dom aecinho, portanto, é o vampiro com suas artimanhas e malícias (bem sabe, um terreno perigosíssimo) ou então, e esse parece ser o maior desafio, é essa armadilha çapista que poderá ser saneada, um pouco menos imunda, se dom aecinho souber contribuir.

Mosqueteiro

Uma manifestação palpável
do anseio popular por emancipação


O Glorioso foi forjado na batalha diária do povo que o criou e sempre o carregou. Esta perspectiva o torna Especialíssimo, pois quando o Corinthiano está a ver das arquibancadas o Corinthians jogar, não o está fazendo por pura ânsia de vencer; o Corinthiano aprende desde cedo que não basta só vencer. Há de ser de modo Corinthiano.
O torcedor do Corinthians está presente porquê o Corinthians está em campo. É isto que basta. A Fiel vê o Corinthians não para vangloriar-se, pois a duras penas obteve do destino grandes derrotas e soube com elas lidar. Ela está junto daquilo a que tem um incondicional amor. “Ser Corinthiano é ir além de ser ou não ser o primeiro”, diz o nosso Poeta, sintetizando.
Quando há o reencontro da Fiel como seu Corinthians, é como se a Mãe voltasse a ver seu filho. Pois o Corinthians é um clube que tem uma mãe, a sua Fiel Torcida. Ela nasceu antes do próprio clube ao qual pertence, e deu à luz ao Glorioso. As determinações do acaso Corinthians são as expressões vivas de cada Corinthiano que de si doou a alma para que se forjasse, Una, a Grande Alma Corinthiana. A divisão cabe apenas conceitualmente; existe o Corinthians, que é tudo isso.
Cada voz nas arquibancadas é a expressão da Alma. Isto é o Corinthians.
Esta Alma está para o Corinthiano como uma religião está para o seu fiel. Este é o significado de Fiel, uma tentativa de ter esta Alma análoga à imagem da procissão, uma devoção incomensurável; o Corinthians é algo mais que divino.

Política Interna
N
ão é justo, porém, que dentro de nossas próprias Forças surja algo que possa fazer o papel, ainda que não na intenção completa, ainda que por fraqueza do próprio espírito, e ainda que por um certo desamor por si mesmo, da anti-Corinthianidade. Não é justo que se faça uma figura como está que está a presidir o Glorioso, que para salvar-se assim em encrencas e desmandos cometidos apareça com coisas piores que ele próprio, não medindo esforços para livrar sua própria carcaça de uma falência que virá, ainda que este país seja o que é e permita que façam o que fazem, e é inevitável que essa falência se dê. O que a Nação precisa compreender, e o que os asseclas do traidor precisam conjecturar em suas mentes já doentes de tanto tempo a babar sobre os mal-feitos do “presidente”, é que o Patrimônio está em jogo nesta história. Ou seja, o que o traidor conquistou em sua nefasta ditadura, ainda que vitoriosa e recheada de maravilhosas conquistas, muitas que foram fruto puro do Corinthianismo, e outras à parte dele, ainda que comemoradas com igual veemência, tudo isso que trouxe de bom o traidor, conseguirá anular com esse mal-feito horrível.

Para o Corinthians prosseguir em nome do Padroeiro é necessário limpar a casa. Como Resistência a essa agenda política de destruição e sufocamento, é necessário criar-se uma cultura política, uma cidadania Corinthiana, uma volta ao Primeiro Corinthians, das assembléias e das vozes ativas. Hoje somos milhões. Claro, nem todos atuarão com a Força dos que atuarão de forma que a própria vida dependerá, como já depende, do Corinthians.
Presidente não pode durar mais de quatro anos. Não pode haver reeleição. O presidente será porta-voz do Parlamento, onde serão deliberadas, votadas e determinadas todas as ações de todos os âmbitos de decisões do Clube. O torcedor terá participação nesse parlamento, pois terá uma assembléia própria para levar propostas, projetos, aspirações. O torcedor que comparecer a essa Assembléia terá vínculos associativos com o Corinthians, de forma a possuir credencial, não necessitando ser votado para que participe de tal câmara. Mas é a partir desta câmara que se elegerão os Conselheiros do Parlamento, ou seja, eles primeiro terão que passar pela ante-sala democrática. E para se tornarem Conselheiros terão de se associar e contribuir, se já não o fizerem. Será deste parlamento que se elegerá a diretoria e a presidência. Mas a fiscalização será tão intensa que ninguém se atreverá a usurpar as prerrogativas, dado que as regras serão muito claras, sem chances para manobras ou interpretações. Haverá a função de corregedor, auditagem oficial, e deverá ser externa ao clube.
Toda decisão será votada necessariamente no Parlamento, e será dever do participante da câmara observar, e contestar se for necessário, tudo aquilo que julgar se tratar de desmando. Se sua voz for aclamada, poderá colocar questões de ordem para o próprio Parlamento, nas horas em que se fará ser necessária, nas sessões deliberativas. Não haverão sessões deliberativas fechadas.
Assim haverá ação ativa e comunicativa para que haja a manifestação cada vez mais palpável do anseio popular e, finalmente, uma real emancipação.

Política Externa
É de se notar que a maioria dos outros clubes não quer tanto ter uma torcida, prefere que ela o bajule de forma adulatória e só; e se não vencer não tem sequer uma voz de apoio. Muitos são assim, vestem a camisa do avesso ou a esconde se a fase é ruim. Existem alguns que precisam de promoções para que o estádio fique lotado, mesmo se a fase é boa. São seres sem alma,meros zumbis que fingem estar ao lado de uma camisa. Uma camisa dessa jamais representará alma alguma pois jamais chegará a ter uma alma. E porque nunca teve.
Coisas cuja origem é a sujeira, a má intenção, podem até alcançar certo êxito, mas esmorecerão na medida em que sua fraca força for se esvaindo. O caso aqui colocado é uma fundição de clubes que até tinham a sua função, exemplo do Paulistano, mas que se perdeu quando da própria fundição. Clubes que se fundem perdem a alma, e existem exemplos extremos a se ver. Por exemplo, o que é o Paraná Clube? Justamente, um clube com uma alminha fraquinha, uma fundição de dois clubes que até eram queridos. Imagine o Fortaleza se fundir com o Ceará. Sabe o que aconteceria? As duas torcidas iriam criar outros times. Foi o que aconteceu com a referida patotinha; por anos a fio teve nenhuma ou pouquíssima gente a lhe apreciar, pois de fato sempre foi detestável, e passou a aglutinar alguns seres conforme a agenda política do funcionamento da opressão golpista dava certo.

Por outro lado o Corinthians sempre teve tanta alma que precisou fazer como as cidades gregas da antiguidade faziam. Alguns se despediram da metrópole e foram criar uma outra cidade. Havia uma cisão profunda do Corinthians com a sua época, e isso se deu pelo volume de oriundi que tínhamos em Piratininga, no começo do século vinte. Na época em que o clube da colônia foi fundado, com quadro associativo e jogadores outrora Corinthianos, o Corinthians já era o clube da cidade, de uma cidade pujante com população cada vez mais crescente.
Pai e filho. É injusto consigo próprio que o filho queira o mal ao pai, e vice versa. Querer mal aqui não significa não lutar contra – muito pelo contrário. Generais da época grega que citamos louvavam o adversário com quem lutariam, como forma de valorizar-se. Querer mal nesse sentido em que é dito tem a ver com desejar o fim do outro. É isso que sempre quis desde que nasceu,contra todos que o cercam esse monstrengo sem alma supracitado. Pai e filho não desejam o fim ao outro pois que senão não poderiam tirar suas alegrias (e tristezas, aprendidas na luta e sabidamente importantes). Devem desejar, pois é necessário, o fim daquele que deseja o fim, o elemento escuso e aviltador.
Tal elemento passou a vida tentando nos destruir, e usou as dificuldades todas que enfrentaríamos normalmente, da história, da conjuntura, das particularidades, para sempre tentar criar algo que pudesse auxiliar a agenda política, causa única de sua origem e de todo o vazio que carrega. Aquilo não é adversário de batalha, mas um inimigo a ser extirpado. Desacordados estão aqueles que pensam se relacionar a esta coisa, da forma que quiserem denominar. É necessário que as idéias da maioria, levada por uma onda e por modismos desinteressantíssimos e ausentes de qualquer verdade ou paixão, sejam clarificadas e que eles se manquem do que fazem consigo próprios.
Há muito mais no mundo que preferir uma patotinha a serviço de uma nefasta agenda política. Obviamente que futebol é guerra. Nada mudará com o fim dessa coisa.