DEBATE!
Hoje teremos o debate entre o chuchu e o çapo. Será, sem dúvida, a coisa mais nojenta que a televisão transmitirá no ano. Mas ainda assim é necessário assistir, por se tratar de postulantes ao cargo máximo da república. De um lado um ser ignóbil, reticente, vazio. De outro um bandido, vendido, matreiro, safado e, mais do que nunca, ultra arrogante. Pelas características ativas do segundo, podemos ser levado a crer que engolirá um chuchu como se fosse mosquinha. Mas por outro lado o nariz de pinóquio do outro lhe dá suficiente cara-de-pau para uma fala pausada, tentando dar consistência ao nada que não expele do verbo que sai da sua mal cheirosa boca, poderá sim engolir um çapo. Se não se tratasse do futuro morto de um país do tamanho do Brasil, seria divertido. Em outras palavras, seria cômico, apenas, se não fosse também trágico.
E parece que o petê ouviu este Jornar, e colocou menininhas de classe média em frente à Cásper Líbero para balançar o pau da bandeira petelóide.
O fato de o çapo se sair melhor entre os que mal freqüentaram a sala de aula, e o chuchu se sair melhor entre os que já saíram da faculdade só nos mostra uma coisa; como são burros, tapados e estúpidos todos os brasileiros.
A divisão classista da pizquiza da trolha (sem contar a divisão geográfica, muito mais contundente na opinião deste palhaço) só faltou dividir o Brasil entre integrantes do peçeçê e os freqüentadores da daslu, o que em nada alteraria as considerações do Editoriar acima.
A pizquiza detectou também o oportunismo da vaca amarela: a popularidade do çapo despencou na periferia de Piratininga, em comparação a 2002.
A catifunda, descobrindo a América, petróleo, ouro, diamantes, vem a público para pronunciar seu pensamento brilhante de que “o discurso da ética acabou”. E diz este palhaço: o discurso da escrotidão jamais acabará, não é, catifundinha?
A derrocadaO que disse no Murar de sábado vai sendo esmiuçado. O bigode nãopode seixar de perder o cargo e ser engolido pelo escândalo; havia quem se reportasse a ele em uma campanha que ocorreu paralelamente ao partido, com o prórpio bigode exclusivamente no comando. Pelo menos cinco caem, fora o bigode.
Por outro lado, o fato de um ex-diretor do Banco do Brasil estar diretamente envolvido, sem poder dissimular pois será exclusivamente a ele a tentativa de imputação da culpa para salvar o çapo, já faz também a queda do próprio çapo, assim como caiu o palóbby.
Neste caso não há versão que segure qualquer in-versão.