sexta-feira, novembro 16, 2007

Teresa Social Club

Teresa foi à Cidade Maravilhosa

... e volta já.
Enquanto isso vamos relembrando de fases marcantes da vida dessa Princesa, como o dia do seu primeiro aniversário. É o retrato da festividade dessa menina maravilhosa.
A segunda é Teresa em essência, a cara de todos nós muito bem misturada.
Carequinha, tinha lá seus quatro meses e pouco.

Mas o fato é que foi com Mamãe e Vovó visitar o Vovô, lá em Copacabana. E nossa câmera quebrou...
Quer dizer, teremos quase nenhuma foto. Culpa da codaque, que fabrica tranqueiras.
Sorte é que a Camila nos presenteou com estas fotos (e muitas mais...) que estavam em algum lugar, e temos o que estampar aqui.
Espero que você, caro fã, não ache de todo ruim...

ARQUIBANCADA

Inauguro aqui uma nova sessão. Ela tem um propósito claro de posicionar este Jornar com relação, principalmente, ao que estão planejando fazer trazendo esta copa do mundo em 2014 para cá. Pois isso implica no atentado à ARQUIBANCADA brasileira.
Este Jornar entende este disparate como um passo a mais dado pela agenda política de destruição, que acontece em oposição a nós, torcedores de ARQUIBANCADA, e principalmente em oposição aos clubes que nasceram na várzea.
Pois muitos irão estranhar o fato de um Palestrino e um Corinthiano escreverem um texto. Que, apesar de esmiuçar a maneira como surge em plena curva da história a mais suja artimanha de tal agenda política, não quer apenas dizer que há algo que nunca deveria ter ocorrido, na história que se entrelaça. O maior dos erros foi conjunto, é verdade, gostaríamos de repará-lo; mas aqui está em jogo o futebol. Que depende da alma de seus jogadores e de seus torcedores.
Que, de esporte popularizado, tornado genuinamente popular, no começo do século vinte, passou a ser um movimento financeiro, um troço massificado e mediocrizado, um século depois.
Nestes termos, a história que aqui será contada, a inaugurar esta sessão, pode ser tomada, ou não, ao pé da letra. A narrativa corta na carne em sentido figurado. É polêmica. E é real.
E defende o futebol.

"Como é que pode jogador perder gol a duas, três jardas do gol?"
Manuel Nunes - O Neco, maio de 1977

Jorge, Gennaro, e o menino sem alma

Desde a várzea paulistana, o berço de tudo, Jorge e Gennaro foram criados no preceito mais puro da desportividade: a disputa em nome do manto.
Jorge, pouco mais velho, veio de família operária. Mas sua turma contava com profissionais de uma gama variada de setores, de carvoeiros, cocheiros de tílburi, alfaiates e barbeiros a advogados e professores.
Gennaro descende de imigrantes italianos. Camponeses, artesãos, agricultores, gente de poucas posses, todos impelidos a buscar na ‘Merica uma nova vida.

Vida que só faz sentido com um ideal à frente.
Jorge e Gennaro nunca foram amigos. Eram, pelo contrário, rivais. Desde a mais tenra idade, sempre houve disputa entre os dois. Rivalidade sadia, pois respeitosa. E necessária, pois verdadeira e incondicional. Poderia mesmo ser chamada de “a maior do mundo”.

Jorge foi o primeiro a trazer seus amigos operários para o futebol “grande”, aquele que se supunha de “gentlemen”, diferenciação que existia só pela graça de trazer demérito ao adjetivo “várzea” (cheio de alma, por sinal).

Jorge pleiteou e conquistou o direito de disputar com os “gentlemen”. O povo entrava em campo.

A abertura de espaço possibilitou à turma de Gennaro, após anos de amadorismo, ser considerada maioria em Piratininga, cidade que falava, não por acaso, com o típico sotaque de uma vila siciliana ou calabresa.Não demorou muito para tomarem o lugar dos que antes eram tidos como senhores do esporte bretão nesta Piratininga. Os “gentlemen” viam Gennaro e Jorge superá-los não só dentro de campo, mas também em estrutura.

Por trás de ambos estava o povo, a razão maior do esporte bretão.

Senhores feudais em um século que não o deles, os “gentlemen” gostavam de manter o futebol no amadorismo como maneira de esconder as gratificações que tornavam possível aliciar atletas de agremiações adversárias.Isso não afetava os times de Jorge e Gennaro. Desde os campos de várzea a norte e a oeste da Vila de Piratininga, prevalecia o amor ao manto. Muitos eram os admiradores, logo alçados à nobre condição de torcedores.

Foi assim, com a força de seus povos, que sobreviveram os dois moleques da várzea paulistana. Mais até: cresceram, ganharam títulos e logo deixaram para trás os que pensavam ser nobres.
Eis que surgiu, anos depois, um menino mimado, de linhagem rica, quatrocentona e tradicional, mas com trajetória marcada por separações, brigas e conflitos. Uma família decadente, que sempre tentou esconder seus problemas por trás de uma fachada prepotente.

Assim, o rapazote não tinha seguidores, senão os que foram abandonados pelos clubes de chá-das-cinco, os mesmos que tinham em mente a derrocada de Jorge e Gennaro. O menino mimado era a última chance de tentarem ser algo.

A esta altura, no entanto, ambos já haviam transcendido a armadilha imposta pelos artífices do amadorismo e engatinhavam no profissionalismo vigente.

O menino mimado das elites veio ao mundo sem berço, sem amor e sem alma. De sua gente que virou casaca, herdou os genes oportunistas e nada mais.

Ainda pequeno, de tudo fez para se estabelecer. Estratégias as mais sórdidas, politicagens baratas e muita arrogância serviam apenas para angariar rejeição, inclusive entre os seus.

O moleque tentava se firmar em seu caráter capenga às custas de quem fosse. De nada adiantou; criança ainda, foi à falência. Sem família ou amigos, foi salvo exatamente por Jorge e Gennaro, que se uniram para ajudar o pobre coitado. Triste episódio. Mal sabia Gennaro que aquele fedelho, um dia reabilitado, seria o artífice de uma campanha difamatória contra suas origens. O objetivo era um só: tomar a casa construída com o suor de Gennaro e do povo que o fazia grande. É irônico que tal atitude tenha partido de alguém desprovido de berço.

Ter o sangue do sul da Itália, no entanto, nunca foi coisa pouca. Gennaro resistiu e triunfou diante de um pirralho que, derrotado, abandonou o nobre campo de batalha municipal, à época ainda com o nome purificado.

Tal fato se deu na mesma época em que os comparsas do menino mimado forçaram Jorge a ter como comandante um burocrata golpista, alguém que nem de suas fileiras era. O filhote dos senhores feudais deixava aflorar o seu caráter oportunista.

Anos se passaram, e o moleque seguiu seu caminho desprezível.

Até que, ainda jovem e com padrinhos no poder, ganhou uma enorme casa, custeada com o dinheiro de Jorge, Gennaro e de toda a coletividade.

Manuel, diga-se de passagem, outro boleiro destas paragens, também entrou na lista dos vitimados pelas politicagens baratas e maracutaias da escória sem alma.

O rapaz sem alma foi ganhar corpo décadas depois. Em posses, nunca em caráter. Suas conquistas eram vazias, pois sem o doce sabor da superação.

O menino ganhou o mundo, mero instrumento para a lavagem cerebral que visava ganhar apoio de cidadãos desprovidos de alma e de qualquer senso de julgamento moral.

Dele se aproximaram as figuras mais desprezíveis.

Aproximação não por amor, mas por interesse.

Não aquele financeiro, típico das nossas oligarquias mais putrefatas, mas por status. Pela enganosa possibilidade de desfrutar do que a vida oferece de mais prazeroso. Sem esforço, é óbvio.

É uma grande moleza, não?

Os seguidores do menino mimado agem como ele. Pensam que o dinheiro pode comprar tudo e vêem a ética como um atributo pouco relevante, quase indesejável.

Não é à toa. Ao longo de toda a história, acostumaram-se a ver todo tipo de favorecimento vindo dos canalhas de amarelo, de toga e de ternos bem cortados.

Tampouco conhecem a própria história. Mais fácil (sempre a mesma lógica!) acreditar nas invencionices tacanhas de quem empunha um microfone ou uma caneta sem dignidade para tanto.

Afinal, trata-se do filhinho daqueles que tomavam o chá-das-cinco no começo do século, pensando em como afastar o povo do esporte que começava a ganhar força no imaginário popular.

Os que seguem hoje o garotinho mimado o fazem por esta necessidade de ter status, de esnobar, de mostrar o que têm e o que não têm.

Como se preza a todo novo rico, é bom cultivar esta imagem.

“Ter é mais importante que ser”. É como pensam os oportunistas. É como cresceu o menininho mimado, sempre cercado de bajuladores e de pessoas que se adulam nas posses e em nada mais.

Ao ver que Jorge e Gennaro tinham o que ele não tinha, tratou de correr atrás. E o fez não como os guerreiros da várzea paulistana, mas como se preza a alguém sem história para contar.

Como é vazio o menino mimado, tudo é adorno. Que atrai nada mais senão a soberba medrosa da necessidade de reafirmação. São badulaques que se penduraram no vazio. Um prato cheio para oportunistas.

E os oportunistas se enfeitam, mas só enquanto for moda.

Porque na vida há coisas que superam, e muito, a imagem.

Os dois pioneiros do esporte bretão já viveram o ocaso, assim como as maiores glórias. Fácil nunca foi. Ficou a lição: as maiores vitórias são aquelas que acontecem após a tempestade. Cair, levantar e dar a volta por cima: eis a virtude dos guerreiros.

Jorge, por exemplo, passou anos e anos sem ganhar nada. Quase na miséria, os amigos só faziam crescer, mais e mais. Tanto cresceram que protagonizaram o momento maior de sua vida. O significado disso que viveu revigorou sua alma.

Uma nação que cresce na adversidade tem muito a contar, pois viveu intensamente. O povo confortou Jorge ao longo de décadas de sofrimento com o mesmo amor de uma mãe.

Assim foi também com Gennaro, que, no momento mais complicado de sua caminhada, teve por perto todos os seus. Foi ao fundo do poço para então retornar nos braços de quem, por amor, o amparou.

Para Jorge e Gennaro, sofrer faz parte das maiores conquistas.

E o povo estará sempre por perto, seja qual for a situação.

Ao moleque mimado, sabe-se lá o que aconteceria se chegasse ao fundo do poço.

Dirão os oportunistas de plantão, com a empáfia que lhes é peculiar: "Jamais cairemos do nosso pedestal".
Só o tempo pode dizer. O que se pode ter desde agora é a certeza de que de nada vale ser sustentado por quem está ao seu lado por interesse.

Interesse de ostentar o produto que é o mais vendido no momento, aquele que é o mais badalado, a modinha que está pegando.

Quem vai atrás da turminha só o faz para evitar que o ponto fraco do caráter seja desmascarado por qualquer “tirador de sarro” por aí.

Fácil é se proclamar vencedor sem enfrentar as dificuldades.

Fácil é se afastar na hora das batalhas para só aparecer na hora da festa, proclamando algo que nunca foi e nunca será.

Vencer é para poucos; é para quem luta.
Especialmente na adversidade.

Não dá para esperar isso dos acompanhantes do menino mimado, que somem ao primeiro revés.

Quem se declara vencedor depois de estar longe por toda a batalha é, na verdade, um fraco. Bajular na hora da conquista é fácil; e não exige alma. A hipocrisia está em moda, infelizmente.

Só quem luta e está presente na vitória e na derrota sabe mensurar o que é uma conquista e o que é mera propaganda.

Só a alma detém a verdade.

Ser parte de uma geração vitrine, que vive de ostentar aquilo que veio sem suor, é cômodo.

Tão cômodo quanto vazio.

E está impregnado à genética oportunista dos que não têm alma.

Amar é sofrer. Amar é se doar.

Amar é se dedicar, mais ainda nos momentos difíceis.

Jorge e Gennaro sempre souberam disso.

Assim foram criados.

Esta é a lição que passaram para suas torcidas...

Mosqueteiro

Ó, Várzea

Este senhor da foto é Manuel Nunes. Era um menino de 13 anos quando o Sport Club Corinthians Paulista foi fundado, naquele Bom Retiro pujante. Na foto já é tri-campeão paulista, e um dos maiores craques que por essas várzeas passaram.
Este senhor é um pedaço enorme da história do futebol neste país. Chegou ao time principal do Corinthians em 1912, quando a várzea já começava a perder graça para aquele que viria a ser o clube mais querido do Brasil, trinta e oito anos depois. E se assim foi considerado, é graças a esse Guerreiro.
Não, seu físico não era nem um pouco perfeito. Era baixinho, sim. Mas ai de quem o provocasse. O rapaz desde muito cedo se mostrou um baita captain. Chegou ao selecionado brasileiro, campeão de 22, quando o Brasil começava a tentar superar o futebol argentino e uruguaio. Graças também a esse senhor.
E se não fosse esse senhor, talvez o Sport Club Corinthians Paulista não tivesse conseguido superar todos os entraves, barreiras, ardilosidades impostos para impedi-lo de cumprir seu destino, de emancipador do futebol do povo.
Sim, pois se pode haver personificação do Corinthians Paulista, então ela é Neco. Ele é mais que um ícone, um ídolo. Ele é o Corinthians.
Ele foi o maior jogador das várzeas de Piratininga. Não havia quem não ressabiasse com um divida. Não havia goleiro que não tivesse já experimentado seu petardo. Não havia beque que não tivesse sido entortado. Ele é o rei da várzea, e por isso o Corinthians também o é.
Mas a várzea definhou, transformaram-na em sinônimo de futebol ruim. "Nossa, que várzea", ouve-se os moleques de hoje em dia quando o lance é horroroso. O próprio Neco, antes de morrer, em 1977 (não por acaso no mesmo ano tem de renascer o Corinthians), disse que não se conformava com o futebol então praticado. Coisa das mais toscas, sem vontade, sem brilho, sem arte. E sem aquela perseverança varzeana-espartana. O que comumente nós chamamos de raça.
O futebol é outro. Não se pode encontrar mais figuras como Neco.
Mais: Neco é antítese do futebol de hoje em dia. Neco é o futebol de verdade, puro, sem todo o penduricalho que atolaram ao longo das rasteiras dadas e aceitas.
Penduricalhos no vazio, como é explicitado no texto acima.

Amanhã, sábado, esperemos que não chuvoso como o dia de hoje, estarei logo de manhã no Templo Sagrado do Pacaembu, prestigiando nosso Sub-17 contra os bambis marinhos.

Dia 28, quem não torcer o músculo pra arrancar até a última gota de sangue, pode se considerar nu´cefalu piscatu, se é que me entendem.
É HORA DA CIMITARRA!!!
OU JOGA POR AMOR OU JOGA POR TERROR!!!
VAI CORINTHIANS!!!

domingo, novembro 04, 2007

Teresa Social Club

Gatinha
Teresoca cresce e todo dia isso se faz latente. Mesmo nos períodos em que fica doentinha, com a Vovó em casa, sem ir para o Espaço da Vila, Tetê dá sinais de que é mesmo uma menininha esperta. E, para uma fedelha de dois anos e meio, ela se comunica melhor que muitos adultos. Comunicação é seu forte. Além de ser musicista. Pois não basta a ela contar história, recitar poeminhas, conversar. Ela tem de fazer tudo isso musicalmente e afinadíssima.
E ela quer um piano.
Mas também gosta de se pintar, e certa vez o fez com canetinha. Resultou em irritação nos olhos e uma febrinha...
E, na festa da Lalá, onde as moças estavam pintando as crianças, não resistiu e fez essa linda gatinha. Fotogênica a menina, não? A data também favorece.
Ano que vem Tetê vai para o grupo um da Escola. Mamãe e Papai já estão preenchendo o extenso questionário sobre o rebento maravilhoso.
Imagina só... Tetê cresce... Linda, maravilhosa, espetacular. E bem pentelhinha, pois os genes nunca erram.

Murar

Falçidade
Não é por julgar-se "democrático" que o çapo não quer nem que se toque no assunto terceiro mandato, ou re-reeleição, a reeleição constante e eterna que até lhe dá água na boca por se imaginar um imperadorzinho. É por ser peça de uma armadilha da corja pulítica, e só.
O çapo é na verdade um demente e pobre vassalo, e deve até as besteiras que diz.
Daqui até 2010 o que poderia haver de articulação já terá se desfeito totalmente, e o çapo estará sepultado como o restante de çeus çeguidores.
O povo se "aquieta". Ou não.
O convencimento conveniente não se compra a longo prazo. Mas a ignorância pode ser produzida.

Não a toa o çapo dá, em 22 de outubro, a ordem para seus ministros e correligionários negociarem com a tucanocracia, o imposto do cheque. No mesmo dia o tiãozinho interino sinalizava a pizza para o caso encalhe e azeredo. E a própria comandanta dilma sinalizava a privatização da infraero, com seus aeroportos. Pois aqui é "fácil" resolver o problema das estradas, do espaço aéreo, e de qualquer coisa. Todos os "governos" tem a mesma idéia: privatiza.

Doentia
A humanidade estrapolou o termo "doentia". Ela já é bem pior do que o termo quer designar. A ponto de um cientista plástico expor um vira-lata escorraçado pela vida em uma galeria de arte.
E quem via aquilo, o que sentia? Pense você, caro leitor, o que sentiria?
Fato é que por um dia o vira-lata fodido ficou ali, ossudo, sarnento, faminto, deitado no chão frio e preso pela cordinha no canto do salão, lugar para onde o redemoinho de vento levava a poeira carregada pelos pés dos "ilustríssimos" "humanos" visitantes. Depois, ele sumiu.
Evidente que não fugiu, pois não teria sequer proteína nas sinapses para ser capaz disso.
O fim do perrito é análogo ao fim dos mendigos da Paulista, os quais vemos ao descer do ônibus lotado daqueles que por um triz não estão ali, e que certo dia já não mais estão ali. Somem.
O que é mais doente - a situação deles ou seguir a vida depois de notar que aquela lástima já não está mais ali, sem saber que mágica produziu tantos fenômenos de iniqüidade?

Sadismo
Quando thomasinho, o Hobbes, ao ver a situação daquela gente ignária naquela Inglaterra das pestes, que fazia a lenda de Robin Hood correr de boca em boca na plebe como se fosse conto de fadas, decretou que o homem está para o homem como o lobo está para seu semelhante - uma guerrilha não-velada, uma luta declarada onde o forte sobreviveria sobre o cadáver do mais fraco - ele sepultou a sanidade da humanidade.
É uma questão técnica, pois "sociedade" seria apenas a máscara da guerrilha, agora velada, que garantiria o mais fraco sempre em seu lugar, sem precisar ter sobre seu cadáver os pés do forte. Um avanço? Talvez. Não se dispende tanto esforço e o forte perde disposição. A sociedade é proporcional à perda de voluntariedade humana, pois a desigualdade não existe na natureza. Ela é aceita, porém, em "sociedade". E é de fato sua força motriz.
E acontece ainda mais em centros urbanóides como essa doida Piratininga, principalmente a noite.

Cartas Roubadas
"Nas últimas eleições, elegeram-se famosos como Clodovil e Frank Aguiar para eminentes cargos públicos. E agora cogitam-se nomes como Sabrina Sato, Sérgio Mallandro, Gretchen, Viola, Romário e por aí vai... Qual é a experiência, qual o estudo deles? Política é coisa séria. Política não é um mero jogo de marketing, em que um artista famoso é usado para vender um produto qualquer. Dela dependem a educação, a saúde, a economia -todo um povo! Temos de votar naqueles que de fato possam comprovar sua eficiência como pessoas públicas."
João Marcos Lopes Kübler, Bauru

Dói nos pobres
"Sei que em tudo que a gente compra a CPMF passa disfarçada. Mas às vezes é ainda pior. Minha irmã vendeu uma casinha na Bahia por R$ 10 mil, para comprar um apartamento da CDHU em São Paulo. Meu irmão, que fez a venda, não conseguiu depositar na conta do meu cunhado, simplesmente não entrava no computador. Então, ele depositou na conta do Tadeu, que é menor e recebe pensão do INSS pela morte da mãe. Já pagou R$ 38 de CPMF. O dinheiro não podia ficar na conta do Tadeu, então meu cunhado transferiu imediatamente para a conta dele e pagou mais R$ 38 de CPMF. Fechando o negócio, ele transferiu para a vendedora e pagou mais R$ 38 de CPMF. Acho um absurdo toda vez que se mexe no dinheiro ter de pagar a CPMF. É um rombo. Ele teve de pegar dinheiro emprestado do Dedé para inteirar os R$ 10 mil."
Rozane Matos Carneiro, Piratininga

Mosqueteiro

CORINTHIANISMO!!!

A rodada nos é muito favorável, se soubermos tirar proveito. Adversários diretos na luta contra a degola fizeram neste sábado o favorzão de arrumar a tabela para, COM UMA VITÓRIA HOJE, sairmos dessa posição que ocupamos a oito rodadas.
Apoio ao Corinthians é incondicional, sempre. O que torna insuportável é a burrice de uns que tiram fotinho com Fábio Ferreira no treino ou a estupidez de perder a bola para o chinelinho e permitir o avanço até o gol, aclamado pela mídia da corja como "estupendo" apenas para compor o pôster mentiroso de quinta-feira.
A maior prova de que se preocupa com o próprio pescoço que esse time pode dar é vencer hoje, no Templo Sagrado do Pacaembu, com brio, vergonha, RAÇA e determinação.
Pois se o Corinthians não ganhar, o pau vai quebrar.
Felipe; Fábio Ferreira, Zelão e Betão; Iran, Carlos Alberto, Moradei, Lulinha e Gustavo Nery; Dentinho e Finazzi.
O Parque Sagrado de São Jorge

Este lugar bucólico, que tanta parte faz de minha infância é o mais antigo deste Parque. É onde os antigos colocaram a grande homenagem ao Santo Guerreiro. É onde, aos pés do Santo, brota a água benta da Fazendinha. É o recanto maior da pureza do Corinthianismo. Intocado, inviolável, mantém as características do que outrora foi esta cidade de Piratininga. Dali até se imagina ouvir o borbulhar das águas saudáveis do Rio Tietê, onde os primeiros Corinthianos nadavam, remavam e faziam seus pic-nics (porque aqui não tem cházinho da tarde não).
A bica do Guerreiro.
Ao chegar ali, só, em ma manhã de sábado durante o treino aberto, revi meus passos quando moleque, e a presença de meu Avô, meu Pai, de Sérgio Terpins, do Plácido, e de tantas outras figuras Corinthianíssimas de meu coração, se fizeram sentir. E frente a atual situação daquilo que nos é Sagrado, chorei copiosamente.
Chorei ao me ver passar pelo portal da arquibancada da Fazendinha, onde outrora havia um portão de chácara. O Guerreiro está cercado, e não se rende. O Corinthians não se rende. Porque a Fiel jamais se rende.
Este lugar é intocável. Aqui é um lugar de verdade e pureza. A cidade em volta, o rio, o nosso Clube, tudo dilapidado pela mesquinharia, mas este lugar se mantém como sempre. Os taquarais são fortalezas, árvores centenárias escondem e mantém o Guerreiro sob auspício da própria natureza, que resiste. Pois o Corinthians é a própria resistência.
Os gritos são ouvidos para além do rio, hoje espelho de nossa sociedade. Mas da bica, espelho da resistência, sai pura e cheia de saúde a água benta do Guerreiro.
Em 25/9/1985, não sei ao certo se foi o derradeiro jogo deste Super-Guerreiro, ao Corinthians Paulista era cedido, com lágrimas, suor e sangue, o Manto Sagrado de Zé Maria, das mãos do próprio, com a seguinte inscrição:
"A este clube que para mim foi a razão da própria vida"
Todo-Poderoso Sofredor
Apareceu um txelçi para comprar o "grande craque" Lulinha pela bagatela de trinta milhões. Indício claro de que tudo continua como antes quando a presidência é do sanxis.
O problema ultrapassa, porém, a lavagem de dinheiro e a limpeza do nome de caloteiro, cicatriz deixada pela maior armação da agenda política sob a batuta do infeliz traidor. Ao observar Fagner, William e agora este Lulinha, vemos que o terrão, além da graminha sintética, se transforma em uma inútil fabriqueta de jovenzinhos semi-alfabetizados, mercadoria da escrotidão empresarial, para simplesmente transformar o Clube do Povo em um zumbi amorfo.
Guardo comigo um livro da década de sessenta onde está saudosamente grafado o espírito cívico do Corinthianismo.
Mas a corja sempre achou isso muito perigoso, medrosa que é de perder seus badulaques para a Força Inexorável do Povo e, junto com o povo brasileiro em geral, mandou às favas a capacidade de humanizar. Tudo é mercadoria, e mesmo o povo imbecilizado parece gostar do marketing em torno do interesse. O espírito cívico foi para o lixo mercadológico da corja que alinha a agenda política ao amansamento dos que chegam recentemente ao mundo, tornando-os imbecis já quando são paridos.
Nossos não-cidadãos são objetinhos, marionetezinhas, que acham que se dão bem na vantagem, no lucro. Mediocrizam, são ajudados e ainda se auto-proclamam. Isso acontece no futebol de hoje, na política, em qualquer repartição pública e em toda empresa neste país. Até no buteco.
Lucro este que, no caso de Lulinha, prova mais outra vez ser de uma falsidade sem tamanho.
O Corinthians foi vítima do golpe do traidor e hoje deve mais ou menos cem milhões (dívida a ser anunciada ainda este mês). Herança de uma traição sem tamanho.
Deveríamos é vender a vagabunda da netinha também, mesmo que pouquíssimo representasse para o montante inescrupuloso. Mas vendemos os moleques que seriam os nossos times no futuro. E então perdemos algum Zé Maria, Zé Elias, Pequeno Polegar, e - porque não? - um possível Neco, só para poder manter limpo o nome.
Enquanto vemos a netinha com o nominho bem limpinho e conseguindo trabalhinhos em outros clubes...
Oscambostas
Sim, jogo de bolacha é o fim do mundo. Não para os que não se importam em manter o sistema dos salafrários cambistóides, uma raça que não utiliza sequer vergonha na cara, apesar de temerem a Farda Gloriosa.
Sim, pois algum foi hospitalizado e teve seus quase setenta ingressos devolvidos às mãos de quem de direito. Mas e aí? Adiantou? Evidente que não. Como cânceres, surgiram em outro ponto lucrando sob vista grossa do poder público.
Nosso direito enquanto pagadores de ingresso, mais que de consumidor, é aviltado e a maioria sequer se dá conta. Acordem, torcedores do Brasil.
ACORDA FIEL!!!
...e querem fazer uma copa do mundo por aqui...